domingo, 19 de outubro de 2008

Sinopse do documentário "Diversidade na Universidade"

O documentário "Diversidade na Universidade" discute a participação dos indígenas no ensino superior brasileiro. Optei por esse tema primeiro, por ser novo - são pouquíssimas as produções que tratam dessa realidade em nosso país -, segundo, pela oportunidade de ouvir as demandas dos alunos indígenas que vivenciam as dificuldades de ingressar, e seguir, um curso universitário no Brasil.

A primeira dificuldade encarada foi a falta de equipamento. Como só tenho uma câmera digital Cybershot DCS-80 da Sony, fui com ela mesma encarar o exercício 8. A produção ficou bem amadora, mas o propósito da atividade era justamente que a gente fizesse com o que tinhamos disponível. Nem microfone eu tinha, então utilizei o da câmera mesmo. Ficaram alguns chiados, mas normal, o equipamento não era profissional.

Outro problema foi a captação de imagens. O tema é interessante, mas não renderia grandes imagens. Busquei então o recurso de utilizar fotografias. Procurei no Google (não encontrei o crédito de algumas), no site do Núcleo Insikiran e ainda usei algumas de minha autoria.
Gostei do resultado, mesmo que amador. É a primeira vez que eu produzo um documentário na minha vida, apesar de ser jornalista há um bom tempo. Minha área de atuação sempre foi o impresso, é o que me identifica, o texto. Gosto também de fotos, mas pouco me aventurei nessa área. Vídeo então, menos ainda. Mas gostei da aventura.

Depois dessa atividade, estou até pensando em começar a produzir outras coisas. Roraima tem uma diversidade incrível, que vai permitir produções enriquecedoras. Mesmo que não para o mundo, mas pelo menos para a minha visão, o meu olhar. O que já é grande coisa!!!
Não tive dificuldades em selecionar os estudantes que deram os depoimentos. Todos são meus colegas de curso, já que sou aluna da graduação em Ciências Sociais e da pós-graduação em Gestão para o Etnodesenvolvimento.

Todos os depoentes são engajados politicamente na construção de um projeto de vida melhor para as comunidades indígenas de Roraima. Todos eles buscam o conhecimento para levar para suas comunidades ou para dividir com outros povos. Todos os personagens aqui retratados têm ricas histórias de vida que, infelizmente, não foram possíveis de ser retratadas em sua totalidade. E todos eles conquistaram a oportunidade de ingressar no ensino superior, num país que ainda os discrimina, os maltrata e os pune pelo simples fato de serem o que são: índios.

Obrigada, de coração, ao Francisco, a Ana Cátia, a Greice e ao Okaba pela disposição e pelo desprendimento em contarem um pouco de suas trajetórias.

Roteiro do exercício 8

DIVERSIDADE NA UNIVERSIDADE

roteiro de montagem
Cristina Nascimento de Oliveira
outubro/2008

produção: Cristina Nascimento de Oliveira e equipe

*******************************************************************


(1) INTRODUÇÃO SEM TEXTO
- imagens de Roraima, Boa Vista e da UFRR (trilha sonora Boca da Mata, Neuber Uchôa - somente introdução)


(2) ABERTURA

LOCUTOR
Boa Vista, Roraima, Amazônia. Esta é a Universidade Federal de Roraima, uma das instituições federais de ensino superior mais jovens do Brasil. Implantada em 1989, ela está sediada na capital de Roraima em dois campi: Paricarana e Cauamé. Atualmente, a instituição conta com 113 doutores, 131 mestres, 53 professores especialistas, 34 professores graduados e 82 professores do ensino fundamental e médio. Cerca de cinco mil estudantes estão divididos nos cursos de graduação, mestrado, especializações, no ensino básico e técnico, incluindo aqui a Escola Agrotécnica e o Colégio de Aplicação.

(3) UFRR
- imagens da UFRR (incluindo o corredor do prédio)
trilha sonora (Boca da Mata, Neuber Uchoa)


(4) DEPOIMENTO

Francisco Souza da Cunha, etnia Wapichana, da Terra Indígena São Marcos, Pacaraima, professor, graduado em Licenciatura Intercultural e aluno da pós-graduação em Gestão para o
Etnodesenvolvimento. Depoimento tomado em sala de aula da UFRR.


(5) COTIDIANO

LOCUTOR
A UFRR é a primeira das universidades federais do país a oferecer um curso de graduação voltado para indígenas. A Licenciatura Intercultural, oferecida por meio do Núcleo Insikiran de Formação Superior Indígena, foi criada em 2003. O curso tem o objetivo de dar formação superior a mais de mil professores que hoje atuam nas escolas das comunidades indígenas em Roraima.


(7) LOCUTOR
A UFRR também oferece outras formas de ingresso aos indígenas. Além do vestibular tradicional, há o Processo Seletivo Específico, realizado em 2007 e 2008. No primeiro processo foram ofertadas 11 vagas e no segundo 23 vagas em diferentes cursos de graduação, como Ciências Sociais, História, Relações Internacionais, Ciências da Computação, Economia e Biologia. A universidade também conta com cinco alunos indígenas no curso de Medicina e um no curso de Direito.

(8) DEPOIMENTO

Ana Cátia Januário de Souza, etnia Macuxi, da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol, aluna da graduação em Ciências Sociais e integrante da Organização das Mulheres Indígenas de Roraima (OMIRR). Depoimento tomado em sala de aula da UFRR.


(9) DEPOIMENTO

Greice Rocha, etnia Wapichana, da comunidade de Taba Lascada, aluna da graduação em Ciências Sociais. Depoimento tomado em sala de aula da UFRR.


(10) IMAGENS DO CORREDOR (incluindo cena da porta da especialização), DA UFRR, DE ALUNOS E DE POPULAÇÕES TRADICIONAIS


LOCUTOR
Outra oportunidade que vem auxiliar na busca pelo conhecimento é o Curso de Especialização em Gestão para o Etnodesenvolvimento, também oferecido pela Universidade Federal de Roraima, através do Núcleo Histórico Socioambiental, o Nuhsa. Esse curso de pós-graduação está na segunda edição, com 26 alunos oriundos de diversas áreas do conhecimento. A maior presença, no entanto, é de alunos egressos da Licenciatura Intercultural. Grande parte deles já atua na área educacional, no magistério indígena. O curso de pós-graduação tem a duração de dois anos e pretende capacitar profissionais que atuam com populações tradicionais do Brasil, partindo de projetos de gestão fundamentados no etnodesenvolvimento.

(11) DEPOIMENTO

Emerson Rodrigues (Amazoner Okaba), etnia Macuxi, antropólogo e artista plástico, aluno da pós-graduação em Gestão para o Etnodesenvolvimento. Depoimento tomado em sala de
aula da UFRR.


(12) FINAL, imagem da entrada da UFRR


(13) SOBE CRÉDITOS


*******************************************************************

domingo, 28 de setembro de 2008

Falha

Tentei de todas as maneiras postar um videolog aqui no blog, mas não consegui. Só deu erro nas várias tentativas. Alguém pode me ajudar?

Caravana da UNE passa por Roraima


A Caravana da União Nacional dos Estudantes (UNE) passou por Roraima nesta sexta-feira, dia 26, levando saúde, cultura e cidadania para o campus Paricarana, da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Diretores da UNE, documentaristas, pesquisadores e malabaristas integraram a equipe de 28 pessoas que vem percorrendo vários estados brasileiros desde agosto.

Na UFRR, eles apresentaram oficinas culturais, debates e atividades voltadas para a saúde, como o teste rápido de HIV, vacina contra rubéola, febre amarela, hepatite C e anti-tetânica, além da tipagem sanguínea e fator Rh. Segundo a organização da caravana, a meta é visitar todos os estados do país, atingindo mais de 120 mil estudantes de 41 instituições de ensino superior.

Desde a quinta-feira, o campus já assistia a movimentação do grupo. Quatro tendas foram montadas no estacionamento em frente ao bloco II. No bloco I, uma sala foi reservada para a realização dos testes rápidos de HIV, garantindo a privacidade das pessoas atendidas. Ainda nesse mesmo dia, integrantes da caravana conheceram algumas comunidades indígenas e iniciativas culturais desenvolvidas em Boa Vista.

As estudantes Fátima Amazonas, 36 anos, e Vanilce Sousa, 20 anos, estudantes do 2º. semestre de Ciências Sociais, aprovaram a iniciativa da entidade estudantil em levar cultura e educação para as universidades brasileiras. “Em termos de cultura, a atividade foi muito boa porque falta esse tipo de incentivo em Roraima. Aqui no estado, somente o Sesc promove cultura. É muito pouco para um estado tão rico como o nosso”, afirma Fátima. Já Vanilce apontou a caravana como um novo caminho para o desenvolvimento da cultura em Roraima. “Essa atividade abre um caminho para os universitários discutirem a cultura dentro da academia. E a equipe da UNE vai levar uma imagem diferente de Roraima para o restante do país, uma imagem mais positiva, o que também é importante”, destaca a estudante.

A Caravana da UNE partiu do Rio de Janeiro no dia 11 de agosto. Antes de chegar a Roraima, o grupo passou pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA). De Boa Vista, a equipe partiu para a Universidade Federal do Amapá, no Acre, onde deve realizar as atividades nesta terça-feira, dia 30.

O lançamento do CUCA Makunaima foi um dos pontos mais bacanas do evento. O Centro Universitário de Cultura e Arte é um espaço voltado para o desenvolvimento da cultura a partir do engajamento de estudantes universitários e secundaristas. O CUCA Makunaima vem se integrar aos 13 Pontos de Cultura existentes em Boa Vista, onde são desenvolvidas oficinas de mamulengo, capoeira, balata, artes cênicas, música e artes plásticas.

Um debate sobre as políticas públicas voltadas para a juventude finalizou a visita da Caravana em Roraima, no auditório da UFRR, com a participação de integrantes da UNE, do DCE da UFRR, professores da instituição e dirigentes dos pontos de cultura no estado. Chacon, líder do Ponto de Cultura A Bruxa Tá Solta, sediado em Boa Vista, destacou o trabalho desenvolvido pelo grupo, que leva o teatro para comunidades rurais e vilas de pescadores em Roraima.

Por meio de peças didáticas, os atores mostram a importância da saúde e da educação para o cotidiano das pessoas. As apresentações já foram levadas também para o Equador. Chacon ainda destacou o projeto de cultura digital desenvolvido pelo ponto de cultura que lidera. “Uma vila de pescadores no interior do estado construiu um barracão, onde instalamos uma antena e uma bancada para os computadores, com acesso à Internet”, conta.

sábado, 27 de setembro de 2008

Faltas

Queria avisar ao Castilho que as minhas faltas nos chats de quarta-feira têm um motivo: estou fazendo minha segunda graduação, em Ciências Sociais, e não posso faltar às aulas. São duas disciplinas por noite, com carga horária de dois créditos. Cada dia faltado é transformado em duas faltas por disciplina. Se eu faltar nas quartas-feiras serão quatro faltas. Difícil de explicar, mas fácil de entender, eu acho.

Sem maiores dificuldades

Roraima vista do avião: o estado mistura floresta amazônica,
lavrado (savana) e montanhas, entremeados por rios e igarapés



O exercício 6 proposto pelo curso foi feito sem maiores dificuldades. Consegui baixar o IrfanView do Baixaki, mas em inglês (eles prometiam em português, mas a versão baixada estava em inglês). Não precisei pegar nenhum adicional, como li em algumas mensagens do fórum, lá no ambiente do curso. A única dificuldade foi na hora de baixar o programa, já que a minha conexão é discada (aqui em Roraima ainda não existe banda larga). A primeira tentativa foi interrompida por uma queda na conexão, mas na segunda eu já consegui resolver o problema.

O exercício pedia duas fotos, mas acabei selecionando seis. Gostaria de mostrar para os colegas um pouco de Roraima, principalmente de Boa Vista, a capital. O estado acaba sempre aparecendo de forma negativa no noticiário nacional, seja por problemas com corrupção, garimpos ilegais, conflitos agrários, conflitos étnicos e pedofilia. As belezas naturais, a diversidade de culturas e de etnias, a floresta e o lavrado, tudo o que é belo em Roraima acaba negligenciado por questões meramente políticas.


Orla Taumanan, um dos principais pontos turísticos de Boa Vista, capital de Roraima. Foi aqui que chegaram os colonizadores portugueses. Restaurada recentemente, ainda conserva alguns prédios históricos que serviram de armazém e mercado público. Integra o Centro Histórico de Boa Vista, com a Igreja Matriz e outras construções. Após a restauração, foi construída essa plataforma sobre o rio Branco, o principal rio que banha o estado e que margeia a cidade. Na plataforma há um complexo de lazer, integrado por bares e restaurantes ao ar livre, com música ao vivo. O lugar virou ponto de encontro na noite boa-vistense, um ótimo espaço para saborear um dos pratos locais, o "Peixe à Delícia"


As seis fotos que eu selecionei mostram o que eu (gaúcha, vinda do extremo sul do Brasil) vi de mais bonito nessa terra que adotei em maio do ano passado. Ainda não vi tudo, então elas não mostram todas as belezas do extremo norte do país. Ainda há muito a ser visto, experimentado, vivenciado e saboreado na terra de Makunaima, herói dos índios do norte.


Igreja Matriz de Boa Vista: esse prédio integra o Centro Histórico da capital e foi construído no início do século 20. A restauração do templo foi concluída esse ano. A foto não ficou tão boa quanto as outras porque ainda não tenho habilidades para fotografar durante a noite (achei que a imagem ficou meio escura, tentei editar no IrfanView, mas não consegui deixá-la com um aspecto melhor que esse)



De barco, pelo rio Branco: o barco Tocatur faz passeios pelo rio Branco o ano todo. O ponto de saída é na Orla Taumanan, onde o barco fica ancorado. Nos meses de cheia do rio, é possível visitar uma cachoeira nas proximidades de Boa Vista, percorrer algumas ilhas e seguir até as ruínas do Forte Rio Branco, erguido pelos colonizadores portugueses. Quando fiz esse passeio, o rio estava baixo e só foi possível seguir até o ponto onde os botos cor-de-rosa habitam


Final de tarde no rio Branco



Cotidiano: dezenas de pessoas utilizam pequenos
barcos como meio de transporte



Crédito das fotos: Cristina Oliveira

domingo, 21 de setembro de 2008

Buscando algo?


No quarto exercício proposto pelo curso, foi pesquisado o termo "cura do stress" em oito buscadores: Google, Yahoo!, AltaVista, Radar Uol, Clusty, MSN, Ask e Dogpile (para abrir a tabela em tamanho maior, clique sobre ela). Em pelo menos cinco buscadores, o primeiro resultado foi igual. O site saudevidaonline aparece em primeiro lugar no Google (fiz a pesquisa somente no Brasil), Yahoo!, AltaVista, Radar Uol e MSN. O Google e o Radar Uol ainda repetem o mesmo resultado em segundo lugar: o site cartunista.com.br. O Yahoo! e o AltaVista trazem blogs em seus resultados: em segundo lugar, aparecem em ambos o palavoras.blogspot.com. O site perguntascretinas.com.br aparece em apenas um buscador, Google, em terceiro lugar.

Também há resultados para sites médicos, pousadas (sim, uma boa sacada deles, que puxaram a busca do alívio para o stress com uma estadia em uma pousada à beira-mar), vídeos do YouTube e, pasmem (!), até para sites de religião, incluindo o jesusvoltara.com.br no MSN. Achei um pouco estranho, mas, enfim, tem quem cure o stress rezando. Alguns resultados para sites de pedras brasileiras e para livros sobre o tema (incluindo também sites como Mercado Livre, com vendas de livros usados).

É engraçado como o Google modificou nossa forma de ver as coisas. A página inicial do meu navegador, Mozilla, é o Google. Uso só esse buscador e o considero ótimo, apesar de meu e-mail principal ser do Yahoo! (o Gmail é meio confuso, não gosto). Mas, pesquisando em outros buscadores, pude perceber que o vício pelo Google pode levar a uma pesquisa relativamente pobre, dependendo do assunto pesquisado. Se eu fosse buscar a "cura do stress" utilizando somente o Google continuaria estressada, essa é que é a verdade! Dos cinco resultados, apenas o primeiro me satisfez, e olhe lá!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mudanças digitais


Lembro bem do dia em que acessei a Internet pela primeira vez. O ano era 1993 e a conexão ainda discada. Na tela em branco, apenas texto. Três anos depois, os chats dominavam meu computador durante a madrugada. Aí, veio o e-mail, o Skype, o MSN, o Orkut e as ferramentas facilitavam cada vez mais o nosso dia-a-dia. Contatar um amigo distante já não era mais problema. As barreiras físicas eram derrubadas a cada novo recurso digital que surgia.

Em 2002, recém-formada em Jornalismo, fui trabalhar na RBS, uma afiliada da Globo no Rio Grande do Sul. Era a primeira vez que trabalhava com uma Intranet e pude perceber in loco como a Internet mudava não só a maneira como nos comunicávamos, mas também como trabalhávamos. Em vez de levantar da cadeira para trocar uma idéia com o chefe, atravessando a redação, bastava abrir o comunicador instantâneo na tela do meu computador e enviar uma mensagem para ele. O recado seria respondido segundos depois. Sem saber, eu já estava completamente imersa na Web 1.0. O fax da redação foi sendo relegado a segundo plano aos poucos.

Acredito que a Web 2.0 trouxe mais facilidades para o internauta. Além disso, a comunicação também segue numa transformação dinâmica. A Web 1.0 apontou o caminho e a Web 2.0 aperfeiçoa o seu legado. A interatividade é a grande sacada que surge da transposição de uma pela outra.

Nos últimos cinco anos, criei e administro um blog, comunidades no Orkut, desenvolvo sites utilizando o Joomla! (porque é fácil e de graça), faço vídeos e fotos com a minha câmera digital e posto tudo na Internet. Também criei dois blogs em conjunto com meus alunos de Jornalismo na universidade e cabe a eles administrar o conteúdo, facilitando assim o conhecimento no âmbito da cultura digital.

A Web 2.0 só foi possível graças a uma série de fatores que proporcionassem um acesso maior do usuário com os computadores. E isso é bastante perceptível no ambiente universitário. Nos meus tempos de faculdade, ter um laptop era uma raridade. Hoje, meus alunos substituíram por conta própria seus cadernos por notebooks.

Creio que o maior desafio é preparar novos profissionais para esse mercado. Fazer com que o aluno entenda que a Internet não é apenas uma ferramenta para a troca de mensagens com os amigos no MSN, mas um ambiente onde a comunicação pode se dar de forma mais democrática e com mais responsabilidade. É isso o que a Web 2.0 nos mostra. Na Web, o usuário é quem controla tudo. Pode decidir se vai ler ou não a nossa matéria, clicar na foto, enviar um comentário se a reportagem despertou algum interesse, isto é, o usuário tem o poder de decisão na ponta dos dedos.

A partir disso, será fundamental despertar nesses novos profissionais, e naqueles que já habitam o mercado há algum tempo, um processo criativo mais dinâmico. Novas maneiras de contar um fato, novas formas de utilizar os mecanismos de interatividade, novas mudanças de paradigmas. O usuário da Web não é apenas mais um telespectador postado diante da TV. Ele quer ler, ouvir, olhar, apontar erros e acertos daquilo que nós, jornalistas, estamos fazendo na Web.